Cicloviagem Lagos Andinos – Dia 4 – Entre Lagos a Ensenada

Quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Mais um dia de sol e céu azul. Eu estava acompanhando a previsão do tempo antes de embarcar e dizia que choveria na quinta-feira. A previsão muda para melhor também!

O dia de hoje teria 80 km, sem grandes subidas, mas com bastante sobre e desce. Para os padrões que já estávamos nos acostumando, seria um dia “fácil”. É a prova que tudo na vida é relativo.

O roteiro do dia seria: www.bikemap.net/en/route/3389481-lagos-andinos-dia-4/

Dia 4 - Entre Lagos a Ensenada

Dia 4 – Entre Lagos a Ensenada

Passaríamos por estradas secundárias, começando pela U-51, passando pelas margens do Lago Rupanco e chegando até a U-99-V, onde viraríamos a esquerda e pedalaríamos literalmente rumo ao Vulcão Osorno, que parecia ser o fim da estrada.

As estradas chilenas que pegamos eram muito bem mantidas e muitas vezes com acostamento asfaltado para bicicletas.

Passamos por paisagens rurais, com fazendas e muito verde. Se tirasse o Osorno e o Pontiagudo do horizonte, daria para dizer que estávamos no sul do Brasil.

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Daria uma boa capa de disco

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Estrada U-51, a beira do Lago Rupanco

A atração do dia era mesmo o vulcão Osorno, que era visível de qualquer parte. É curioso como um vulcão exerce uma atração quase magnética na gente. Tiramos muitas fotos, pois o tempo estava aberto de manhã, com o topo nevado bem visível. Como o tempo muda rapidamente nessa região e a previsão anterior era de chuva, não queríamos arriscar. Só que o tempo continuou aberto e, quanto mais nos aproximávamos do Osorno, melhores ficavam as paisagens.

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Pescaria fly no rio que vaza o Lago Rupanco

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Pegando a U-99-V

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Paramos algumas vezes para pegar água e comer. Paramos também num antigo cemitério, com uma igreja ao lado. Os nomes nas lápides eram quase todos alemães. Essa região do Chile teve uma colonização alemã e vários traços são bem presentes, como os pães kuchen, um pão doce com frutas.

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Igreja alemã com cemitério ao lado e o Osorno espreitando

O primeiro povoado que passamos no dia foi Las Cascadas. Paramos para tomar um refrigerante e comer uma empanada. O dono do local falou que tem umas cachoeiras bonitas  a alguns quilômetros do povoado, mas não estávamos com pique para o desvio de rota.

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De Las Cascadas a Ensenada são 20 km. Existe uma ciclovia por todo o percurso. Em vários pontos tem mirantes para o enorme Lago Llanquihue, que é bonito. Como estávamos com a referência dos lagos argentinos, bem mais espetaculares, não demos muita bola.

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Ensenada

Eu tinha a expectativa que Ensenada fosse uma pequena cidade, mas é somente um apanhado de casas e comércio à beira de um entrocamento de estradas. Ali se juntam três estradas, a que vínhamos, outra que vinha de Puerto Varas e a terceira para Petrohue, que pegaríamos no dia seguinte.

Arrumamos um apartamento para ficar na beira do lago, no Cabanas Montana. Como o plano era atravessar os parques nacionais por dois dias para chegar em Bariloche, saímos para comprar comida para esses dois dias. E, claro, tomar uma cerveja chilena. Tanto o Chile como a Argentina têm muitas cervejarias artesanais. No sul do Chile tem muitas cervejas com frutas locais, umas berries deles.

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O local que ficamos também tinha um camping, que fica no caminho para o lago. Lá encontramos um casal de holandeses aposentados que viajavam com um motorhome. Eles ficariam 6 meses no Uruguai, Argentina e Chile. De novo o Brasil não fazia parte da viagem…

Alugamos dois caiaques no Barlovento, um camping/pousada ao lado do nosso, e fomos explorar o lago Llanquihue.

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Na volta, encontramos um casal de alemães que viajavam de bike por três meses pelo Chile e Argentina com um filho de um ano e meio, o Milo. Eles tinham um carrinho que era conectado na roda traseira da bike. Perguntei como o Milo se comportava e disseram que ele estava adorando a viagem, se sentindo em casa em todos os lugares e muito curioso com as coisas diferentes. O menino era uma figura, quando passamos puxando os caiaques para devolve-los, ele foi lá para ajudar a levar, com os seus um ano e meio.

É muito bacana como os europeus fazem isso. Já vi crianças viajando com os pais de bicicleta em vários países da América do Sul. Uma vez eu estava no Ecuador, indo de carro para um lago que ficava dentro da cratera de um vulcão. É o tipo de lugar que você se sente um verdadeiro aventureiro. Quando estava quase chegando no topo do vulcão, cruzamos com um casal de holandeses, cada um puxando um carrinho com uma criança. Lá sei foi a minha sensação de aventureiro.

E aqui no Brasil, quando comento de qualquer cicloviagem, o pessoal já fala “Nossa, que loucura! Mas você vai sem agência?”.

Câmbio

Também não precisamos trocar dólares por pesos chilenos, pois os lugares aceitavam cartão de crédito. Entramos e saímos do Chile sem ver a cor do dinheiro local.

Dados do pedal

  • Distância pedalada: 80 km
  • Média: 18 km/h
  • Ascensão: 950 m

Hospedagem e caiaque

Aluguel de caiaque: CH$ 8.000 por uma hora de uso. Alugado no Barlovento.

Ficamos no Montana (www.turismomontana.comtatorehbein@hotmail.com), o quarto com banheiro, saiu por CH$ 20.000.O Wifi é bom. Não tem café da manhã. O lugar é somente aceitável, se eu voltasse lá ficaria no Barlovento, ao lado.

Outras opções:

Mais fotos

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