Cicloviagem Lagos Andinos – Preparação

Todos os anos, ou quase, eu, meu irmão Ricardo e nosso amigo Brian fazemos uma viagem de bicicleta de uma semana por algum lugar. É um valioso alvará negociado com as respectivas patroas, as vezes com mais ou menos facilidade, com rodadas de negociações e contrapartidas. Nessa viagem, o Brian acabou se complicando por razões de trabalho e não pode ir.

No começo fizemos as viagens mais à mão, Caminho da Fé e Estrada Real. Depois sacamos que essa semana era um bem bastante escasso, então, tínhamos que otimizar o seu valor. Por que não fazer uma viagem de bike em outros países? Além do prazer de pedalar por dias, teríamos outras paisagens, cultura, língua e tudo mais que vem no pacote.

A primeira cicloviagem internacional foi para Cuba, em 2015. Ela está descrita aqui. Voltamos muito animados de lá e, apesar de alguns percalços, foi uma experiência fantástica.

Em 2016 teríamos algum outro destino à mesma altura. Várias ideias surgiram, como sempre. Eu tinha feito uma viagem de carro com minha família pela Argentina há poucos anos, passando pela região de Bariloche. Achei o visual incrível, além de encontrar muitos cicloturistas.

Cicloturistas independentes

Uma coisa importante é que preferimos pensar, organizar e executar a viagem por nós mesmos, sem nenhuma agência intermediando. Estruturar as informações (que estão disponíveis na internet) para montar o quebra-cabeça do roteiro é um dos prazeres da viagem.

Comecei a organizar o roteiro tomando Bariloche como base. Passaríamos por Villa Traful, um dos lugares mais interessantes que passei por lá, poderíamos cruzar a fronteira chilena e voltar pelo caminho do “Cruce Andino“, pelos lagos chilenos e argentino. Era um roteiro puxado, com quase 450 km para serem feitos em 6 dias, com trechos diários de mais de 100 km e duas travessias dos Andes, mas parecia factível.

Roteiro geral da cicloviagem

Roteiro geral da cicloviagem

Depois, pesquisando na internet, achei alguns relatos parecidos. Além do pedal, daria para colocar um trecho de trekking ao Refúgio Frey. A viagem começava a ganhar corpo.

O roteiro esboçado para a parte ciclística seria:

Logística da cicloviagem

Nós somos cicloturistas meio preguiçosos. Gosto de dormir numa cama, ter um banheiro no quarto e, se possível, um café da manhã pronto quando eu acordar. Por isso, procuramos ficar em pousadas, hostels, etc. Acho bem bacana acampar, mas depois de um pedal de muitas dezenas de quilômetros, esta proposta fica bem menos atraente.

Nessa viagem teria um problema. O cruzamento de fronteira entre Chile e Argentina, na volta, seria por parques nacionais, no meio do mato. A maior parte dos relatos de cicloturismo fala em dormir (ou seja, camping selvagem) num local chamado Casa Pangue. Ele nada mais é do que o posto dos Carabineros do Chile alguns quilômetros antes da fronteira. Existe lá um gramado, mesa de picnic e a possibilidade de pegar água potável no posto dos carabineros. Nada além.

Local de acampamento na Casa Pangue (Chile)

Local de acampamento na Casa Pangue (Chile)

Por essa razão, nessa viagem levamos uma barraca para duas pessoas, sacos de dormir e isolantes. Isso aumentou o peso e principalmente o volume dos alforjes.

No final, fizemos os dias 5 e 6 num único e longo dia, sem a necessidade de acampar. Os demais locais que paramos tinham várias opções de hospedagem.

Trato na magrela

A principal coisa numa bicicleta de cicloturismo é ela ser confiável. Ficar na mão no meio do nada é a pior coisa que pode acontecer.

Antes de embarcar, levei a magrela para uma revisão, onde, além do padrão, troquei a raiação da roda traseira e as pastilhas de freio (uso v-brake).

Eu já havia trocado os pneus mais largos e com cravos por pneus 1.75″, mistos e com proteção antifuro no próprio pneu. Não é uma coisa estritamente necessária esta troca, eu teria feito a viagem com os outros pneus da mesma maneira.

A bike se portou muito bem, sem problema algum durante a viagem.

Relatos parecidos

Alguns relatos em blogs que usei para pegar informações.

 

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