Viajando de bicicleta em Cuba

Hay que pedalear pero sin empujar jamás!

A biketrip de 2015

Depois de nossa última viagem de bicicleta no Caminho dos Diamantes (ver relato aqui), ficamos planejando a próxima. Tínhamos várias ideias de destinos no Brasil e fora. Como o alvará com as patroas é algo raro e valioso, queríamos usar nossa semaninha da melhor maneira possível.

Ideias de destinos era o que não faltavam. No Brasil poderia ser a Chapada Diamantina e o Vale Europeu. Mas queríamos aproveitar e fazer uma primeira viagem internacional com as bikes. Os lugares de desejo eram Cuba, norte da Argentina (entre Cafayate e Salta), norte do Peru (em torno de Huaraz, na Cordilheira Branca) e a Highway 1, na Califórnia. Esta última logo caiu fora, pois o Brian morou por muito tempo na Califórnia e já a conhecia. Eu e o Ricardo já conhecíamos a Cordilheira Branca fazendo trekking. Decidimos por Cuba.

Motivação. Ou, nem coxinhas, nem revolucionários

Por que Cuba? Era a primeira pergunta que me faziam. Por várias razões. O Brian é americano, e só por isso, é fascinado por Cuba. Para mim e para o Ricardo, Cuba era um experimento social e econômico do século 20 que gostaríamos de conhecer. Era quase como uma sociedade fossilizada. Sabíamos que as coisas em Cuba estavam mudando rapidamente e quando as relações com os Estados Unidos se restabelecessem completamente, as coisas mudariam de vez. Não haveria mais a Cuba comunista do Comandante. Não tínhamos nenhuma conotação política, só uma grande curiosidade sociológica de conhecer a ilha.

Queríamos fazer mais do que uma viagem de cicloturismo, queríamos conhecer de fato os lugares que passaríamos. Então, colocamos alguns dias sem pedalar nos lugares em que passamos. No final, a quilometragem ficou tão baixa que ficamos sem graça de dizer que era uma viagem de bike. Era sim uma viagem com bike. Ou bikepacking (trocadilho com backpacking).

Planejamento do Roteiro

Quando pensamos numa ilha, pensamos em pequenas distâncias. A primeira coisa que descobrimos era que Cuba era muito grande. Do extremo oeste (Las Tumbas) até o extremo leste (Punta de Maisi) são aproximadamente 1.400 km. É quase a mesma distância da cidade de São Paulo a Assunção, no Paraguai. A área do país (110.000 km2) é maior do que a área de Pernambuco (98.000 km2).

Só pela geografia já concluímos que não daria para visitar todo o pais em 9 dias. Teríamos que escolher uma região bem menor. Também resolvemos fazer algumas partes de ônibus, pois passaríamos por longas distâncias em lugares sem atrativos (o interior de Cuba é quase todo plano e monótono).

Mesmo fazendo alguns trechos de ônibus, descobrimos que isto em Cuba é mais complicado do que em outros lugares. Cuba tem uma (única) companhia de ônibus para os estrangeiros, a Viazul, com horários e destinos bem restritos. Fora da Viazul, teríamos que contratar uma caminhonete que coubesse as 3 bikes, coisa rara em Cuba. Com isto, reduzimos ainda mais os lugares em que passaríamos.

De início gostaríamos de conhecer Havana, Pinar del Rio, Playa Giron, Cienfuegos, Trinidad, Santa Clara, Remedios e Santiago. O roteiro final ficou resumido a Havana (duas noites), Playa Giron (uma noite), Cienfuegos (uma noite), Trinidad (três noites) e volta a Havana (uma noite).

Preparação

Para mim a preparação de uma viagem é quase tão boa quanto a viagem em si. Pesquisas em guias, blogs, sites, trocas de emails e a montagem do quebra-cabeça de um roteiro adequado é bem legal.

A primeira coisa foi definir a data da viagem. Uma coisa importante a considerar é que você estará no Caribe e lá tem furacões. Por mais que viajar é conhecer coisas que não temos aqui, furacão não está entre elas. A temporada dos furações é em setembro e outubro. A temporada das chuvas é de maio a outubro. A melhor época para se viajar é de novembro a abril, que pega o inverno deles (quente!). Decidimos ir no final entre o final de novembro e início de dezembro.

Infelizmente não existem mais voos diretos do Brasil para Cuba. As duas principais companhias aéreas que voam para lá são Avianca (conexão em Lima, Peru) e Copa (conexão na Cidade do Panamá). Compramos a passagem pela Avianca. Ela não cobra taxa extra pelo transporte das magrelas e o serviço em geral foi muito bom.

Existem muitas informações na internet sobre viagens a Cuba de bicicleta. A maior parte é em inglês. Em português tem pouquíssima coisas. Existem relatos de gente que foi viajar de mochila ou turismo mais tradicional, o que já ajuda na preparação.

Cuba exige visto para turistas brasileiros. No final do post tem as informações para tirar o visto. Outra exigência é um seguro saúde. Para nós não exigiram na entrada no aeroporto.

Havana

Depois de 10 horas de voo chegamos em Havana. O Aeroporto Internacional Jose Marti fica a 20 km do centro. Dá para pedalar isto, mas não depois de uma noite mal dormida. Arrumamos um táxi por US$ 40 e nos mandamos para Habana Vieja, onde ficava nossa casa particular.

A primeira sensação é de chegar num mundo bem diferente, meio esteriótipo de país tropical, com cara de anos 70, com os sempre presentes outdoors de mensagens revolucionárias. Fizemos uma dezena de perguntas para o taxista sobre como era viver na ilha e seu regime, ele era simpático ao regime e parecia satisfeito em viver em Cuba.

Habana Vieja é a parte mais antiga e histórica de Havana, com prédios de diferentes épocas e estilos, misturando moradias, comércio e estabelecimentos turísticos. Descobrimos logo que uma rua e um número não servem para muita coisa na hora de localizar um endereço. O que vale é a esquina mais próxima, no nosso caso era Lamparilla com Compostela.

Descemos do táxi com as bikes ensacadas nos mala-bikes e fomos procurar a casa particular. Eu havia repassado ao Ricardo (que havia feito a reserva) a recomendação de pegar uma casa térrea, visto que os prédios lá não tem elevador. Não adiantou. Tivemos que subir uns 6 andares de escada levando uns 30 kg da bike e bagagem. Tudo isto no clima quente e úmido de Havana e depois de muitas horas de viagem. Mas a animação de chegar num lugar desconhecido é tanta que uma simples ducha e xícara de café já deixam a gente novo.

Era umas 17h (o fuso de Cuba era 3h mais cedo que o Brasil) e fomos conhecer as redondezas. Rapidamente descobrimos que o agito na cidade velha é a peatonal Obispo, por sorte ficava a duas quadras de nossa casa. Trocamos alguns dólares e tomar uns mojitos.

A música cubana estava em todos lugares e depois de andar um pouco, fomos tomar uns mojitos na Bodeguita del Medio, onde a música estava ainda melhor.

No domingo fomos fazer uma volta de bike pela cidade de Havana. Andar pelas ruas da parte velha já vale a visita a Cuba. Prédios bonitos e caindo aos pedaços, igrejas coloniais de um tempo mais glorioso, mercadinhos do governo com prateleiras às moscas e, claro, jineteros em todos os lugares. Se você não sabe, jineteros são as pessoas que te tentam vender qualquer coisa coisa em Cuba, principalmente as ilegais. Estão por todos os lugares tentando ganhar uns pesos convertíveis.

De Havana Vieja fomos pedalar pelo famoso Malecón, a avenida a beira-mar. As ondas estourando nos muros do Malecón e os carros antigos passando criam uma atmosfera tipicamente cubana. Pedalamos os seus 8 km de extensão e tomamos alguns banhos de involuntários com os respingos das ondas explodindo na murada. A novidade por lá é a embaixada americana, reaberta depois de 50 anos sem relações diplomáticas. Claro que o Fidel não deixaria barato e em frente a embaixada americana há um monumento com os dizeres “Patria o Muerte!” e “Venceremos!”.

cuba-DSCF0803.JPG

Malecon

No final do Malecón havia um clube com pessoas jogando baseball, o esporte nacional cubano, que eles chamam de pelota. Fomos lá conferir. Era como uma pelada dominical brasileira. Pessoas com família, amigos conversando, barraquinha de comida, etc. O cubano se parece muito com o brasileiro, tanto física como em personalidade. São conversadores, bem humorados, fazendo piada da própria desgraça. Não foi difícil entrar num bom papo com os cubanos e almoçar por ali mesmo. O prato era um arroz com frango assado e batata, acompanhado de uma TuKola, a versão castrista da Coca-Cola.

Continuamos o giro por Havana, passando pelo bonito bairro do Vedado, com suas antigas e imponentes mansões (lembra os Jardins em SP) e fomos até a Praça da Revolução. De lá fomos até terminal rodoviário da Viazul comprar o bilhete do Brian para Playa Giron (nós já tínhamos comprado pela internet). Voltamos de lá à cidade velha pela Avenida Cerro, uma impressionante e arruinada avenida com calçadas cobertas dos dois lados que segue por vários quilômetros até o Capitólio.

 

Guardamos as bikes, tomamos um banho e fomos novamente dar um passeio a pé pela Obispo e tomar mais uns mojitos na Bodequita. No dia seguinte teríamos que acordar cedo para pegar o ônibus as 7:00 para Playa Giron, na Baia dos Porcos.

Playa Giron

Acordamos na segunda-feira as 5:30, para arrumar as coisas, tomar café e pedalar os 10 km até o terminal da Viazul. Saímos da casa particular rumo ao Capitólio e, bem quando estávamos lá, a corrente do Ricardo quebrou. Não daria tempo para consertar e chegar ao terminal a tempo. Eram 6:0 da manhã, ainda meio escuro com a cidade começando a acordar. Saí para procurar um táxi enquanto o Ricardo e o Brian tentavam dar um jeito na bike. Depois de alguns minutos de tensão, conseguimos um táxi. Era um daqueles carrões da década de 1950. Segundo o Ricardo, era mais legal por fora do que por dentro, pois era velho e cheirava a gasolina. Eu e o Brian pedalamos forte para recuperar o tempo perdido e chegamos no terminal de ônibus suados.

Subimos no ônibus, pagando uma taxa “cubano-esperto”, claro, e fomos observando a saída de Havana. A cidade pós-revolução parece uma grande Cohab (conjunto habitacional popular, para quem não é de SP), com prédios de 3 ou 4 andares construídos de maneira muito simples e com pouca preocupação estética. Talvez isto seja uma preocupação burguesa minha. Havia muitas pessoas na rua em todos os lugares, sem parecer que estavam ocupadas. A cena de homens conversando ou jogando dominó na calçada é bem comum de se ver.

Depois da saída de Havana, a estrada segue sempre plana e monótona por paisagens rurais. A maior parte das fazendas parece abandonadas ou pouco aproveitadas. A vegetação vai aos poucos retomando o que era seu.

Finalmente vemos as primeiras placas de Playa Larga e Playa Giron, na Baia dos Porcos. Este foi o local de uma malfadada tentativa de contrarrevolucionários invadirem Cuba em 1961, bancados pela CIA e governo americano. A CIA só não contou com a resistência do exército e povo cubano. O resultado foi um tiro pela culatra para os americanos, pois deu força ao governo de Fidel e angariou apoio interno e externo. A Wikipedia tem mais aqui sobre este episódio da história.  

Claro que aproveitamos que o Brian é yankee e fizemos todo tipo de gozação com ele, o que continuou pela viagem inteira. Sempre dizíamos que eu e o Ricardo éramos hermanos brasileños e que o Brian era um yanque gusano. O Brian entrava na brincadeira e os cubanos não faziam diferença. Aliás, atualmente acho que gostam mais do governo americano do que do cubano.

Depois de Playa Larga o mar passa a ter uma cor azul incrível. É o que imaginamos ser o mar no Caribe. O ônibus vai margeando a costa até chegar no povoado de Playa Giron.

Descendo do ônibus a primeira providência era consertar a corrente da bike do Ricardo. Sacamos uma ferramenta chamada chave de corrente e começamos a operação. Nisto chegou uns 6 ou 7 cubanos para assistir, todos adultos. Por mais de meia hora ficaram lá conversando conosco e admirando as ferramentas de bike como se fossem coisas de outro planeta, pois em Cuba tinham que resolver tudo com ferramentas improvisadas.

— Hostel Moya, do Dimitri.

Arrumamos uma casa particular e partimos de bike para a Caleta Buena, um paraíso para snorkel, nadar e tomar umas biritas. Caleta Buena fica há uns 10 km de Playa Giron, por uma estrada asfaltada e plana beirando o mar. Chegando lá tem que pagar o CUC 15 para entrar, com direito a almoço e open bar. O lugar estava cheio de russos, que estavam em dúvida se aproveitavam o mar tropical ou o bebiam quantidades industriais no open bar.

Eu já tinha lido sobre a água transparente da Caleta Buena e levei minha máscara e snorkel, mas dá para alugar lá. A cor da água é impressionante e a temperatura é morna, o que dá para ficar por lá nadando por horas.

Voltamos para Playa Giron, pois havíamos combinado com o Dimitri, dono da casa, para cozinhar lagostas para nós. Lagosta é abundante por lá e tem um preço acessível. Por CUC 10 dá comer bem. Além de nós estavam lá uma mochileira polonesa e um ciclista espanhol, que viajava de Santiago a Havana, uns 1.200 km de bicicleta. Aprendemos que a direção da viagem faz toda a diferença, pois no inverno o vento sopra de leste a oeste, justamente o sentido Santiago-Havana. Nós estávamos indo no sentido contrário.

Cienfuegos

No dia seguinta acordamos cedo, pois seria a etapa mais aventureira da viagem. Pedalaríamos 80 km por trilhas de pescadores, que mal apareciam nos mapas, até a cidade de Castillo de Jagua, onde pretendíamos pegar um ferry até Cienfuegos. Mas como estávamos em Cuba, nem tudo saiu do jeito planejado.

Nos despedimos do simpático Dimitri (que também é ciclista) e seguimos em direção à Calleta Buena, que visitamos no dia anterior. De lá em diante seria tudo terra até chegar próximo a uma usina nuclear em Castillo de Jagua.

Cuba é plana em sua maior parte. A princípio parece bom para pedalar, mas depois você descobre que não dá para parar de pedalar nunca. É como uma aula de spinning de várias horas. Dá saudades de descer uma ladeira descansando as pernas.

O caminho seguiu por terra e pouco depois de Calleta Buena encontramos um casal de alemães que também faziam cicloturismo. É muito legal ver um casal com mais de 60 anos fazendo uma viagem de bicicleta num lugar daquele.

Conversamos com o casal e seguimos viagem a La Guasasa, o último vilarejo até Castillo de Jagua. O vilarejo parecia um daqueles povoados do interior do Nordeste brasileiro, com casas simples, cavalos e vacas nas ruas de gramas e muita pobreza. Havia uma pequena venda em La Guasasa e paramos lá para papear com os cubanos. Foi o mesmo de sempre, conversa boa com os locais, piadas com o yanque e o primeiro erro do dia: eu e o Brian pedimos um suco de goiaba, feito ali mesmo. Tomei um copo e o Brian, dois. Compramos umas barras de chocolate (a única coisa industrializada que tinha na venda) e seguimos viagem. O resultado viria depois…

Erramos uma bifurcação e fomos parara no vilarejo de Cocodrilos, mais para o interior, quando deveríamos seguir a direita pela costa. Voltamos poucos quilômetros e agora a estrada de terra virara uma trilha de pescadores. Inicialmente parecia ótimo, pois a vegetação cobria o sol e pedalávamos na sombra.

Uns 10 minutos depois de entrar na trilha, os primeiros furados, na minha bike e na do Brian. Paramos para trocar e comecei a sentir um mal estar típico de infecção alimentar. A energia baixou e senti um desânimo. Fiquei um tempão deitado no chão antes de criar coragem de trocar o pneu.

Eu tinha pego umas dicas com a Rosa Jordan, autora do guia Lonely Planet Cycling Cuba. Ela tinha me incentivado a fazer este roteiro e me alertado que haviam muitos espinhos pela trilha, para levar pneus com proteção anti-furos. Foi o que fiz. Avisei os meus dois camaradas, que não levaram muito a sério a dica.

Dali para diante tivemos que parar a cada 5 minutos para consertar pneus furados. A minha bike somente teve um furo, mas a do Ricardo e do Brian tiveram entre 5 e 10 cada um. Chegou uma hora que não tínhamos mais remendos nem câmaras reservas e tivemos que apelar para um torniquete com um galho na câmera de ar, o que salvou a gente.

O Brian também começou a sentir os sintomas da poção mágica de Guasasa. A mistura da infecção alimentar com os furos fez a moral cair muito. Fomos seguindo pelo caminho do GPS até chegar numa estrada mais aberta, sem os espinhos.

Depois de muito esforço chegamos exaustos a Jagua, uma pequena cidade na baia de Cienfuegos. Descobrimos que o ferry estava fora de operação, por estar quebrado, e que não haveria como chegar a Cienfuegos, do outro lado da baia. O Brian estava bem mal, vomitando e bastante cansado. Eu estava só cansado, mas ficaria pior depois.

Por sorte havia um mercadinho onde compramos energéticos e uns salgados, o que nos animou um pouco. Por sermos gringos numa cidade pequena e por estarmos tão exaustos, chamávamos a atenção das pessoas. Perguntei a um cubano se ele sabia se havia alguma oficina de bicicleta na cidade, pois tínhamos que consertar as câmeras para seguir viagem. Ele disse que ele mesmo tinha uma e que poderia consertar para nós. Ficamos um pouco desconfiados mas não tínhamos escolha. Fomos até a oficina dela, que era uma humilde garagem. O Keny, era este o seu nome, estava todo simpático e falante, o que nos deixou mais desconfiados. Nossas bikes, apesar de não serem super tops, eram como Ferraris para o padrão cubano de barra-fortes enferrujadas. Tivemos que deixar as bikes na oficina para pegar no dia seguinte com as câmeras remendadas. De verdade, tememos nunca mais ver as bikes.

Não conseguimos achar uma casa particular descente e tivemos que pegar um barco para atravessar o canal e ficar num hotel de turistas europeus em Pasacaballos. Era o que precisávamos: quarto limpo, um bom banho e comida quente.

No dia seguinte atravessamos o canal e fomos buscar as bikes, já fazendo piadas que estariam umas bikes soviéticas no lugar das nossas. Para a nossa surpresa estava tudo la e o Keny tinha recuperado as câmeras. A simpatia dele era de fato genuína. Pagamos ele com CUC 15, quase o seu salário mensal, mas o que ele nos fez foi ainda mais valioso. Foi muito bacana ve-lo correr para o mercado para comprar comida para a família e ouvi-lo dizer que “tínhamos um amigo em Cuba”. De fato, tivemos mais do que um amigo, o Keny foi um salvador.

O ferry para Cienfuegos ainda estava quebrado, então resolvemos voltar a Pasacaballos e pedalar 25 km até Cienfuegos e, de lá, tomar um ônibus a Trinidad, pois eu e o Brian estávamos sem condições de encarar os 80 km com muita serra até Trinidad.

O Brian estava melhor mas eu estava bem fraco. Com muito esforço chegamos a Cienfuegos e compramos as passagens para Trinidad. Fomos procurar uma lanchonete, pois tínhamos umas 2 horas até o ônibus sair. Comi e procurei um banco para dormir, pois estava cansado e com febre. O Ricardo e o Brian foram dar um giro pela cidade, que é muito bonita e bem cuidada, com arquitetura colonial com influência francesa.

Chegamos em Trinidad, que é uma mistura de Paraty com cidades do Nordeste. Só que uma Paraty com muitas pessoas morando em seus casarões. A cidade é uma das mais procuradas por turistas e tivemos algum trabalho até achar um quarto para 3 pessoas.

Eu já estava melhor e a noite saíamos para comemorar nossa epopeia de superação e os dias de descanso que teríamos em Trinidad.

— Ainda em construção. Logo terá mais conteúdo.

Fotos

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