Dia 3, Conceição a Itambé do Mato Dentro: Caminho dos Diamantes

Terça-feira, 02/07/2013

Acordamos as 6:30, tomamos o fraco café da Pousada Mãe Luzia e caímos na estrada. A saída de Conceição do Mato Dentro (CMD) nos guardava com uma forte subida até sairmos do asfalto e pegarmos uma bela estrada de terra.

Saindo do asfalto e caindo na terra após Conceição do Mato Dentro.

Saindo do asfalto e caindo na terra após Conceição do Mato Dentro.

Passamos pela bonita paisagem no Rio Santo Antônio, onde deu até uma vontade de mergulhar no poção formado pelo rio. A estrada é formada por seguidas subidas e descidas, com belas paisagens até Morro do Pilar. Não tem quase nenhum local para pedir água ou comprar comida, então, venha prevenido.

Ponte sobre o Rio Santo Antonio

Ponte sobre o Rio Santo Antonio. Com a gente na parte centro-esquerda.

Morro do Pilar é outra cidade que está girando em torno da mineração e principalmente da construção do maior mineroduto do mundo, o Minas-Rio. O mineroduto ligará CMD ao Porto do Açu, no litoral do Rio de Janeiro, com mais de 500 km de extensão e custo estimado de US$ 3.6 bilhões. Este mineroduto levará minério de ferro propelido por água, que será necessária em grandes volumes e será retirada dos mananciais da região.

Para quem vai a água?

Para quem vai a água?

O impacto ambiental pelo uso da água é enorme e está gerando protestos em Minas Gerais. Mais informações sobre o mineroduto e impactos:

Voltando ao pedal, paramos em Morro do Pilar para o almoço, com direito a boa prosa com os moradores e funcionários das empreiteiras. De lá, teria mais um longo e bonito trecho a Itambé do Mato Dentro. Este pedaço também é isolado, então, capriche no suprimento de água e comida.

Belas estradas e paisagens.

Belas estradas e paisagens.

Na saída de Morro do Pilar voltamos a enfrentar o trânsito pesado de caminhonetes das empreiteiras e carretas trazendo a tubulação para o mineroduto. Só depois de vários quilômetros que pegamos uma bifurcação a direita, deixando o mineroduto seguindo a esquerda.

As várias carretas trazendo tubulação do mineroduto, após Morro do Pilar.

As várias carretas trazendo tubulação do mineroduto, após Morro do Pilar.

Esta bifurcação leva a uma longa subida com um visual ainda mais bonito. O ponto alto são umas pedras enormes, que dá uma visão de quase 360 graus. Dá para ver o Cânion das Bandeirinhas, na Serra do Cipó.  Depois destas pedras, a Estrada Real segue por um platô, também muito bonito, até o caminho descer forte a Itambé.

Itambé do Mato Dentro é um pequeno município de 2.400 habitantes e poucas opções de hospedagem. Ficamos no Hotel Estrela (R$ 40 por pessoa), do prestativo Jânio. Ele também serve um honesto PF no jantar. O hotel é básico, mas nos valeu para passar a noite. Fica localizado no centrinho da cidade, no lado direito da avenida, numa sobreloja.

Visual de 360 graus.

Visual de 360 graus.

Conversando com o pessoal de Itambé, vários nos recomendaram ir ao vilarejo Cabeça de Boi, no alto da serra. Infelizmente não deu para encaixar na nossa cicloviagem e é daqueles lugares que ficam para uma outra oportunidade.

Dica de hospedagem em Itambé:

  • Hotel e Restaurante Estrela (proprietário Jânio), R$ 40 por pessoa.
  • Rua Principal, 230
  • F: (31) 3836-5122
  • Outra opção é a Pousada da Ruth, fone  (31) 3836 5109.

Resumo do dia:

  • Distância: 65.4 km
  • Média: 11.4 km/h
  • Tempo pedalado: 5 h 44 min
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