Estrada Real, Caminhos dos Diamantes: Os preparativos e a viagem até Diamantina

Logo-Estrada-Real-volumeSonhar, planejar e se preparar para uma viagem é quase tão bom como a viagem em si.

Depois de ter feito a cicloviagem pelo Caminho da Fé em 2012, eu, meu irmão (Ricardo) e um amigo (Brian) planejávamos qual seria o destino de cicloturismo para 2013.

Inicialmente pensamos no trecho da Estrada Real chamado Caminho Velho (ou do Ouro), que vai de Ouro Preto a Paraty. Compramos o guia de viagem do Antonio Olinto (ver aqui, muito bom!) e pesquisamos vários relatos de quem já tinha feito este caminho. Depois descobrimos que o trecho do Parque Nacional da Serra da Bocaina, entre Cunha e Paraty, estaria em obras e poderia estar fechado. A FLIP também coincidiria com a nossa chegada em Paraty, ou seja, poucas vagas nos hotéis e preços altos.

Olhamos então para o trecho norte da Estrada Real, o Caminho dos Diamantes. Esta parte parecia até mais interessante, por ter uma paisagem diferente do que estamos acostumados aqui no estado de São Paulo, por ser mais remoto e passar por várias cidades históricas que não conhecíamos.

Por coincidência e sorte, o Antonio Olinto tinha acabado de publicar um novo guia sobre o Caminho dos Diamantes. Compramos e nos foi bem útil.

O Caminho dos Diamantes começa (ou termina) em Diamantina e vai até Ouro Preto. São aproximadamente 400 km, que pretendíamos fazer em 6 dias de pedaladas.

Escolhemos a data (primeira semana de julho), o roteiro base e como chegaríamos lá.

O nosso roteiro base (que cumprimos) seria:

Saída Chegada Distância (km) Ascensão (m)
Diamantina Serro 63,4 1.380
Serro Conceição do Mato Dentro 83,4 1.763
Conceição do Mato Dentro Itambé do Mato Dentro 62,7 1.804
Itambé do Mato Dentro Cocais 70,5 1.625
Cocais Catas Altas 46,8 1.022
Catas Altas Ouro Preto 64,1 1.342
Total 390,9 8.936

Já tínhamos os acessórios básicos para uma cicloviagem, como os alforges, suporte (rack) e ferramentas, que usamos em outras viagens. Também sabíamos que deveríamos levar o mínimo necessário (veja aqui dicas sobre o que levar), pois qualquer quilo extra custaria bastante nas subidas da viagem. Os meus dois alforges carregados pesavam 6 kg.

Iríamos até Diamantina de ônibus, saindo de Campinas e tomando outro ônibus de São Paulo. O ônibus é da empresa Gontijo, que sai diariamente do terminal Tietê  as 20:55h, levando de 13 a 15 horas para chegar em Diamantina. A passagem custava R$ 134.

Minha primeira dica: não pegue o ônibus desta companhia (Gontijo). São velhos, sujos, lentos e gastam muito tempo nas paradas. Além disto, eles cobram uma taxa arbitrária (R$ 26) para transportar a sua bicicleta, mesmo que toda a sua bagagem pese menos do que os 30 kg que a lei permite. Tentei argumentar com o funcionário responsável pelo embarque, mas não teve jeito. Paguei a taxa contrariado e tentei entrar em contato com a empresa depois. A resposta da Gontijo foi vazia e evasiva. Quando questionei sobre a lei que permite o transporte gratuito da bicicleta, eles não responderam o email. Aliás, pelo site ReclameAqui dá para ver que eles não se preocupam muito em responder as queixas dos clientes.

Minha recomendação, pegue um ônibus de outra companhia até Belo Horizonte e de lá pegue outro para Diamantina. O site Busca Ônibus é bem útil para consultar horários e preços.

Cobrança indevida para transportar bicicleta - Gontijo

Cobrança indevida para transportar bicicleta –  Empresa Gontijo

Mapa do Caminho dos Diamantes:

Mapa do Caminho dos Diamantes

Mapa do Caminho dos Diamantes

Anúncios

3 pensamentos sobre “Estrada Real, Caminhos dos Diamantes: Os preparativos e a viagem até Diamantina

  1. boa tarde! estou planejando esse cicloturismo para Agosto. Parabéns pelo blog e relato. Tenho uma dúvida sobre o transporte da bike no ônibus, vocês levaram mala bike? Como foi isso? Não tem como né? Depois deixa o mala bike onde? rs. Obrigado. Abraços. Hugo.

    • Hugo, que legal que você vai fazer a viagem!
      Sobre a bike no ônibus, eu levei a minha desmontada numa caixa de bike. Mas não recomendo isto não. Dá muito trabalho para montar e desmonstar, pode dar alguma coisa errada, etc, etc. Leve a bike montada mesmo. Fiz isto em outra viagem e foi muito melhor. Abraço! Luis

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s