Travessia de Lagoinha-SP a Paraty por Cunha e PN da Serra da Bocaina

No início de 2012 planejei as férias da família no litoral do RJ (sou de Campinas). De tanto ler relatos sobre cicloviagens, estava bem a fim de juntar as férias com alguma viagem de bike.

Nossas férias começariam em Paraty e a estrada Cunha-Paraty era uma das suspeitas de sempre na minha lista de lugares para pedalar. Então, por que não juntar o agradável ao mais agradável ainda? Foi o que decidi.

Já tinha visto alguns relatos sobre este trecho, em especial o relato do Rafael Dias, que usei como base.

Roteiro Lagoinha Cunha Paraty

Roteiro Lagoinha Cunha Paraty

De início pensei em sair de São Luís do Paraitinga, seguir por Lagoinha, Cunha e chegar a Paraty. Seriam quase 110 km de pedal e mais de 2.000 metros de ascensão para serem vencidos num só dia. Pesquisando um pouco mais vi que a estrada entre SLP e Lagoinha era de asfalto e poderia economizar 25 km se saísse de Lagoinha. Foi o que fiz. Com a ajuda do BikeMap, adaptei a rota do Rafael e montei o meu roteiro.

A rota está aqui: http://www.bikemap.net/route/1380524

Saímos de Campinas a noite debaixo de chuva rumo a Lagoinha. A previsão metereológica para o dia seguinte era um pouco melhor, com menos de 5 mm de chuva.

Dormiríamos em Lagoinha e no dia seguinte minha esposa e os meninos seguiriam de carro para Paraty pela Rodovia Oswaldo Cruz e Rio-Santos. Eu iria por Cunha.

Na estrada que liga a Rodovia Oswaldo Cruz a Lagoinha havia muitas barreiras caídas e poças d’água. Comecei a achar que a minha travessia iria dançar. Chegando em Lagoinha a coisa parecia ainda pior, ruas de paralelepípedos destruídas por uma tempestade durante o dia.

Chegamos na Pousada Guimanna, onde dormiria. Conversei com o proprietário sobre a condição da estrada do Minguito, que pegaria até Cunha. Ele me disse que a estrada costuma ter pouco barro e que poderia ir tranquilamente.

No dia seguinte, o tempo amanheceu nublado mas sem chuva. Consultei a previsão do tempo e conclui que dava para encarar.

Saí da pousada as 8:30 e fui procurar a estrada do Minguito. Lagoinha tem 3.000 habitantes, então achar qualquer coisa lá é bem fácil.


Início da estrada do Minguito, que liga por terra Lagoinha a Cunha. Foto: Rafael Dias

Peguei a estrada, sempre seguindo os cabos de energia (dica do Rafael). Seriam 35 km até Cunha. A estrada de terra vai por bairros rurais e pequenos morros. A partir do Rio Jacuí ela praticamente segue o leito do rio, o que deixa o relevo da estrada bem suave.


Subidinha longa para aquecer as pernas na zona rural de Lagoinha


Chegando no bairro rural de Cachoeira

Existem vários bares rurais e casas de moradores para o caso de alguma necessidade. A estrada também tem tráfego de pessoas e dos tradicionais Fusquinhas. Ou seja, se algo der muito errado, dá para ser socorrido.

O único momento que não segui os cabos de energia foi logo após um pequeno trecho calçado. A estrada bifurca, sendo que os cabos vão para a direita numa estrada menor que sobe e a estrada principal segue a esquerda. Perguntei ao um morador do local e ele me indicou o caminho da esquerda. Imagino que o da direita também deva chegar a Cunha sem grandes diferenças de distância e ascensão.

Poucos kms depois da bifurcação, peguei o asfalto da rodovia SP-171 (Rod. Paulo Virgílio) e logo estaria na entrada de Cunha.

Em Cunha parei no posto de gasolina após a rotatória para tomar um refrigerante e comer. Os 35 km foram feitos em 2h15min.


Foto clássica na entrada de Cunha.


Subida quase constante de Cunha até a fronteira com o RJ

A partir de Cunha até a fronteira de estados, a SP-171 tem praticamente 30 km de subida em asfalto, com pequenas descidas e uma diferença de altitude de 700 m. É uma estrada é bonita e tranquila, com muito verde, pousadas e propriedades rurais.


Cunha foi ficando para trás e para baixo.


As araucárias vão surgindo com o aumento da altitude.


Cachoeira a beira da SP-171


A magrela descansando

A divisa dos estados fica no ponto mais alto, com mais de 1.500 m de altitude. A partir da entrada no RJ acaba o asfalto e já começa o trecho de 8 km de terra do Parque Nacional da Serra da Bocaina, a cereja do bolo da travessia.


A divisa estadual no ponto mais alto do trajeto (~1.530 m)


Marco da Estrada Real no início do trecho no Parque Nacional da Serra da Bocaina

O terreno da estrada no parque é bem irregular, com muitas pedras saindo do chão e valetas de erosão. Se bobear e deixar a bike ir, dá para levar um belo chão.


Tinha alguma lama, mas nada que atrapalhasse de fato


A primeira visão da baía de Angra, com a ajuda do zoom

 


Outra foto clássica

Parei em vários pontos para tirar fotos e curtir a paisagem. Não dava para ver muito o mar devido as nuvens, mas mesmo assim, a paisagem era muito bonita.

É surpreendente a quantidade de fusquinhas de moradores que se cruza neste caminho. Este carrinho é bem valente mesmo e consegue passar por lugares que só os off-roads passam.

Depois do final do parque nacional, começa um trecho de asfalto que vai até Paraty. São muitas pousadas, restaurantes e lojinhas.


Já dava para avistar Paraty, bem atrás de mim

Chegar na avenida de entrada de Paraty vindo de bike do estado de SP é uma sensação legal de realização.

Achei o hotel, lavei a magrela e fomos comemorar o início das férias e a travessia de bike na praça central de Paraty.

Resumo da cicloviagem:

Data: 20/01/2012
Saída: 8:30, de Lagoinha
Chegada: 15:00, em Paraty
Distância percorrida: 81.78 km
Tempo pedalando: 5 h 33 min
Velocidade média: 14.7 km/h
Ascensão: 1.930 m
Roteiro: http://www.bikemap.net/route/1380524

Pousada Guimanna
Av. Major Soares, 255 – Centro
Lagoinha, SP
Fone: (12) 3647-1727

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